Com aumento de internações, governo anuncia mudança no atendimento de hospitais no AM

Medida integra a quarta fase do Plano de Contingência Estadual para o Recrudescimento da doença.

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Foto: Reprodução

AMAZONAS – O governo do Amazonas anunciou, nesta segunda-feira (28), mudança no perfil de unidades de saúde em Manaus, em razão do aumento do número de internações pelo novo coronavírus. Entre as mudanças está o Platão Araújo, na Zona Leste de Manaus, que passa a ser unidade referência para a Covid-19. A medida integra a quarta fase do Plano de Contingência Estadual para o Recrudescimento da doença

No domingo (27), houve o registro de 95 novas hospitalizações em um único dia. Esse é o maior número de internações em um único dia, desde o dia 15 de maio, quando foram registradas 82 hospitalizações. Em Manaus foram 88.

Com a mudança, o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, que estava com 12 leitos de UTI Covid-19, passa a contar com 40 leitos. Conforme o plano, os 12 leitos de UTI do 5º andar, que eram para a Covid-19, se transformam agora em leito de UTI geral e os 40 leitos de UTI geral do 1º andar serão todos Covid-19. Agora, a unidade também passa a fazer internações para Covid-19.

Ainda dentro do plano, os hospitais gerais, como o Adriano Jorge e o Getúlio Vargas, além de outras unidades definidas no plano como unidades de retaguarda, para receberem 27 pacientes não Covid-19 internados na UTI do 1º andar do HPS 28 de Agosto e, assim, destinar o espaço para receber pacientes com a Covid-19. O hospital também vai reservar um outro andar exclusivo para leitos clínicos Covid-19.

O HPS Platão Araújo, na Zona Leste de Manaus, foi transformado em unidade referência para a Covid-19. Para isso, 119 leitos da unidade – 89 clínicos e 30 de terapia intensiva – foram transformados em leitos exclusivos para a Covid-19.

Segundo informou o governo, há a possibilidade de habilitação de leitos do Hospital da Universidade Nilton Lins, não mais como unidade gerenciada pelo Estado e sim atuando como unidade da rede particular. No pico da pandemia, o Hospital Nilton Lins funcionou como unidade de retaguarda para casos da doença. Nesse caso, a SES-AM credencia os leitos para serem habilitados na Tabela SUS do Ministério da Saúde.

Com a colocação em prática do plano de contingenciamento para o reordenamento e ampliação de leitos para pacientes com Covid-19, iniciado no final do mês de outubro, a rede estadual saiu de 457 leitos exclusivos para pacientes Covid para atuais 806, dos quais 206 de UTI”, informou o governo.

Até este domingo, mais de 5,1 mil já morreram no Amazonas com a Covid-19, e mais de 600 encontravam-se internadas. Os dados foram atualizados no boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde.

O Governo do Amazonas informou que a taxa de ocupação do hospital referência para tratamento da doença, Hospital Delphina Aziz, se aproxima de 100%. O governo determinou fechamento do comércio por 15 dias para impedir avanço da doença, mas voltou atrás na decisão após diversas manifestações de comerciantes.

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