Prefeito de Manacapuru diz que está regrando oxigênio à espera de reposição

Beto Dangelo afirmou que para amenizar a situação, altas médicas foram antecipadas nos hospitais.

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Beto
Foto: Reprodução/Vídeo

AMAZONAS – Beto D’Ângelo, prefeito de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), afirmou que está regrando o consumo de oxigênio no município enquanto aguarda a reposição do insumo. A declaração foi feita em vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (14).

Beto afirmou que para amenizar a situação, altas médicas foram antecipadas. “Fizemos algumas ações para atenuar a necessidade e a demanda de oxigênio nesse primeiro momento dando alta a nove pacientes, antecipando, buscando manter o abastecimento”, disse.

De acordo com o prefeito, os leitos estão praticamente lotados, com 41 pacientes internados no hospital de campanha e seis no hospital geral.

Nós ainda temos um déficit de oxigênio muito grande. Estamos conseguindo agora um carregamento de 33 leitos, estão a caminho para a cidade. O que nós temos está sendo regrado, aguardando essa reposição. Mas ainda assim não é o suficiente”, afirmou.

As unidades de saúde de Manacapuru não estão preparadas para o segundo pico da pandemia, segundo o gestor. “Na primeira onda da pandemia nós chegamos a ter 23, 24 pacientes. Nessa segunda onda nós já chegamos a 60. O nosso consumo diário na primeira pandemia era de 1,5 metros cúbicos (de oxigênio) a cada dois dias. No momento atual nós estamos utilizando 1,8 mil metros cúbicos em 24h”, disse.

O município depende do fornecimento pelo Estado, que enfrenta uma crise para garantir oxigênio. “A situação não se reflete apenas no município de Manacapuru e sim a todo o Estado. E esse Estado nesse momento, o que produz, é um terço da necessidade que nós temos hoje. Os apoios que estão chegando de aeronaves com cilindros são paliativos, não dá a certeza do dia seguinte”, afirmou.

O consumo mensal era em torno de 28 mil metros cúbicos diário no Amazonas. E hoje está em média de 70 mil metros cúbicos diários”, disse.

O prefeito afirma que está difícil manter o hospital de campanha funcionando. “Desses últimos dias para cá veio se agravando, ao ponto de nós estarmos praticamente em colapso”, disse. E afirma que medidas duras estão sendo tomadas para atenuar a curva de crescimento do contágio da Covid-19.

Antes, se discutia o isolamento social. Hoje não tem mais direito a discutir não. Isolamento social para todos, medida drástica para todos. Porque só assim nós vamos conter o crescimento exponencial que está vindo neste momento”, disse.

Assista ao Pronunciamento:

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