TCE-AM reforça cobrança a prefeitos da lista de vacinados para cruzar dados

Todos os prefeitos incluindo o da capital, têm prazo até a tarde de hoje para mostrar transparência na aplicação de vacinas.

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Mário Mello
Foto: Divulgação/TCE

AMAZONAS – A cobrança de informações sobre quem são as pessoas vacinadas nessa primeira fase de aplicação da Coronavac, feita ao Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus, foi estendida também aos prefeitos dos demais 61 municípios. O prazo vence na tarde de hoje (21).

A intenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) é cruzar informações diante das muitas denúncias de privilégio a pessoas fora dos grupos prioritários. Além disso, há queixas de desvio de doses entre os grupos e municípios. Assim sendo, o órgão de controle quer bater as listas com a distribuição informada pelo Governo do Estado.

“Já estamos apurando todos os casos denunciados pela população e pela imprensa das pessoas que estão sendo vacinadas, possivelmente, de forma irregular. Vamos também acompanhar, juntamente com os prefeitos, se a distribuição de vacinas está seguindo os protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde”.

Foi o que disse o presidente do TCE, Mário de Mello, que acrescentou que é preciso garantir transparência à população.

Conforme Mello, o tribunal tem informação de divergência entre os quantitativos que o governo diz ter distribuído e o que prefeituras teriam recebido.

Insumos e oxigênio?

Além disso, os prefeitos devem informar o que têm de insumos (agulhas, seringas e outros) para aplicar a vacina. Também devem dizer se o que receberam de doses é suficiente para imunizar os profissionais de saúde, pelo menos.

Aproveitando o ensejo, o TCE quer saber o que as prefeituras têm de oxigênio para atender os hospitalizados e o quadro de profissionais para atender a população.

O TCE-AM fará um raios-X da saúde pública no Amazonas, especialmente quanto à vacinação, estoque de oxigênio e insumos para combate à covid-19″.

De acordo com Mello, com esses dados nas mãos, gestores públicos vão ser responsabilizados por ineficiência ou omissão no atendimento à população.

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