Governadores da Amazônia Legal defendem leitos pelo SUS e volta do auxílio emergencial

Conass espera que os ministérios disponibilizem R$ 5,2 bilhões para combate à pandemia.

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Foto: Reprodução

AMAZONAS – Governadores de nove estados brasileiros da Amazônia Legal pediram a reabertura de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e a retomada do auxílio financeiro emergencial pago pelo governo federal, em ‘Carta da Amazônia à Nação Brasileira’ divulgada ontem (7). O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), assina o documento.

Na carta, os gestores afirmam que “é vital a retomada da habilitação de leitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sob pena de se agravar o problema do subfinanciamento em meses decisivos no enfrentamento à pandemia”. O pedido ocorre em meio a desabilitação de leitos de UTI para Covid-19 pelo SUS.

Os governadores dizem ainda que têm “expectativa de que ocorra a retomada imediata do auxílio emergencial, pois a persistência da pandemia gera múltiplos efeitos econômicos e sociais, demandando medidas compensatórias para as famílias”. A última parcela o benefício foi paga em dezembro de 2020.

De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em dezembro de 2020, dos 20.770 leitos em uso, 12.003 encontravam-se habilitados, ou seja, financiados pelo Ministério da Saúde (MS). No entanto, a expiração dos recursos extraordinários para o enfrentamento da pandemia, em dezembro de 2020, levou à queda do número de leitos para 7.717 em janeiro de 2021 e para apenas 3.187 em fevereiro, em um cenário de aumento crescente do número de pacientes.

No sábado (6), o Conass divulgou nota destacando a necessidade de se manter a rede assistencial, em especial os leitos de UTI, instalados com esforços dos estados, municípios e do Ministério da Saúde ao longo de 2020. “Isso possibilitou a oferta de mais de 20 mil leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave/Covid-19 à população brasileira”, diz trecho da nota.

O Conass também afirmou que espera que a solicitação do Ministério da Saúde ao Ministério da Economia para o aporte R$ 5,2 bilhões destinados a enfrentar a Covid-19 em 2021 seja bem sucedida e acatada com urgência. “Somente assim poderemos seguir com as ações de saúde frente à emergência sanitária que enfrentamos”, diz outro trecho da nota.

Além de Wilson Lima, assinam  a carta o presidente do Consórcio, governador  Flávio Dino (MA), e o governadores Gladson Lima, Waldez Góes (AP), Wilson Lima (AM), Mauro Mendes (MT), Helder Barbalho (PA), Marcos Rocha (RO), Antônio Denarium (RR) e Mauro Carlesse (TO).

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