Deputado e ex-prefeito no AM são alvos da operação ‘Cachoeira Limpa’ que apura fraudes de R$ 23 milhões

Ministério Público pediu a prisão do deputado estadual Saullo Vianna, mas a Justiça negou.

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Saullo
Foto: Internet

AMAZONAS – O Ministério Público Estadual (MPE), através do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado – GAECO, com apoio da Polícia Civil do Estado, em cumprimento a ordem judicial de busca e apreensão e buscas pessoais deferidas pela justiça, realizou no dia de hoje (15) a operação “Cachoeira Limpa”, com o objetivo de levantar provas que comprovem os crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa cometidos pelos investigados, que causaram aos cofres públicos do Município de Presidente Figueiredo durante gestão do prefeito Romeiro José Costeira Mendonça (2017 a 2020), que se encerrou em dezembro do ano próximo passado, prejuízo estimado em R$ 23 milhões.

 

Figuram entre os alvos da operação: o deputado estadual Saullo Velame Vianna, o ex-prefeito Romeiro, o ex-vice-prefeito municipal – Mário Jorge Bulbol Abrahão; o então Secretário Municipal de Finança de Presidente Figueiredo – Jander de Melo Lobato; o então Presidente da Comissão Permanente de Licitação – Jender de Melo Lobato.

Segundo o MP, também há empresários envolvidos que, conforme apuração do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que combinavam frustrar ou fraudar o caráter competitivo de vários procedimentos licitatório com o intuito de enriquecimento ilicitamente.

 O MP informa que para dissimular o desvio do dinheiro público, os envolvidos instituíram ou adquiriram diversas pessoas jurídicas, as quais são faticamente controladas pelo deputado estadual Saulo Vianna, na época cunhado do senhor Mário Abrahão, que se valeu de laranjas para a constituição do quadro societário.

O Ministério Público requereu ainda a prisão de Saullo Velame Vianna, do ex-prefeito, do ex-vice-prefeito, do secretário Municipal de Finanças, do presidente da CPLs e dos empresários Rosedilse de Souza Dantas, sócia da empresa RAV Construções e Transporte, atual INCAS Construções; Márcio Frota Barroso, sócio da empresa Engefort Construções, atual Diretriz Engenharia; Paulo Sampaio da Silva, sócio da empresa Amsterdam/SVX Serviços, atual Porto Serviços Profissionais, da qual o deputado Saullo Vianna atuava como procurador em substituição à sua mãe (Célia Viana), entre outros.

O Ministério Público também requereu o afastamento do cargo do deputado estadual, mas a justiça negou os pedidos.

Os relatórios financeiros obtidos a partir da medida cautelar de quebra do sigilo bancário deferida pela justiça revelam relação financeira suspeita entre as empresas que participaram dos mesmos certames licitatórios em Presidente Figueiredo, aponta parecer uma conta única, onde umas pagam as contas das outras e, não só, todas elas pagam as contas pessoas do Deputado Saullo Vianna e de sua genitora.

A organização criminosa teve início na cidade de Parintins no ano de 2010 e já foi capaz de eleger um Deputado Estadual e um Vereador na cidade de Manaus.

As investigações do Gaeco estão na fase final e logo serão remetidas ao Poder Judiciário.

 

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