Em votação parlamentar, iranianos expressaram sua raiva com a elite governante.

In Parliamentary Vote, Iranians Vented Their Rage With the Ruling Elite

Os resultados das eleições parlamentares no Irã mostram uma clara reprovação aos conservadores no poder, com milhões de iranianos boicotando a votação e uma facção de extrema-direita obtendo ganhos significativos. Muitos parlamentares conservadores conhecidos viram seus votos despencarem, incluindo o atual presidente do Parlamento. Em várias cidades, incluindo Teerã, tantos votos em branco foram registrados que alguns políticos sugeriram deixar assentos vazios no Parlamento para refletir a falta de votos. A emergência de candidatos ultraconservadores também foi notável, com indivíduos sem experiência política expressando opiniões controversas.

O Irã é uma teocracia com um sistema de governança paralelo em que órgãos eleitos são supervisionados por conselhos nomeados. As eleições parlamentares são importantes indicadores de sentimentos públicos e nesta ocasião, houve uma clara insatisfação com as elites clericais e militares dominantes. O comparecimento dos eleitores é crucial para avaliar o apoio ao governo, e críticos acusam as autoridades de inflar artificialmente os números. O descontentamento dos eleitores também ficou evidente na eleição para a Assembleia dos Especialistas, onde importantes clérigos foram rejeitados.

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As eleições no Irã nunca foram consideradas livres e justas de acordo com padrões democráticos, mas a concentração de poder pelos conservadores tem sido cada vez mais evidente. O boicote de eleitores influentes e a crescente marginalização dos reformistas têm moldado a composição do Parlamento. A insatisfação generalizada com o status quo e a governança atual parece indicar um desejo por mudanças significativas no futuro político do Irã.

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