Dmitri A. Medvedev, ex-presidente russo e regular previsor de uma terceira Guerra Mundial, fez uma associação entre o possível assassino do Primeiro Ministro Robert Fico da Eslováquia e o jovem responsável pelo início da Primeira Guerra Mundial. Segundo ele, a Europa estava mais uma vez à beira de um conflito. O indivíduo que atirou em Fico, um líder nacionalista favorável às relações amigáveis com a Rússia, foi comparado a Gavrilo Princip por Medvedev.
Princip foi o nacionalista sérvio Bósnio de 19 anos que assassinou o Arquiduque Franz Ferdinand em Sarajevo em 28 de junho de 1914, desencadeando o que Churchill chamou de “a mais difícil, a mais cruel” de todas as guerras. Apesar dessa associação, a Europa atual difere muito daquela que testemunhou a Primeira Guerra Mundial, com a União Europeia de 27 membros trabalhando para evitar conflitos em um continente marcado por guerras.
Além do incidente envolvendo Fico, a Europa enfrenta uma guerra em curso na Ucrânia, que tem impacto direto em sua segurança. A escalada do conflito na região tem aspectos semelhantes aos conflitos da Primeira Guerra Mundial, com soldados presos em situações semelhantes de morte e desolação. A Rússia está envolvida nesse conflito de forma a confrontar as democracias liberais europeias, o que coloca em questão até que ponto a Europa está disposta a lutar contra si mesma diante da polarização política extrema.
Este clima de divisão e violência política também é evidente em outros países europeus, como a Alemanha, onde políticos têm sido agredidos fisicamente. O crescimento rápido da imigração na Europa tem aguçado essas divisões, levando ao surgimento de partidos de extrema-direita xenófobos em diversos países do continente.
Com a proximidade das eleições para o Parlamento Europeu, o clima político na Europa está cada vez mais tenso e polarizado. A escalada da violência e as tensões entre os diferentes campos políticos indicam um cenário preocupante, onde a paz e a estabilidade do pós-guerra parecem cada vez mais ameaçadas. É importante refletir sobre esses acontecimentos e buscar formas de promover o diálogo e a cooperação entre os países europeus para evitar um conflito ainda maior.


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