Julian Assange, jornalista e fundador do site WikiLeaks, obteve permissão de um tribunal em Londres para recorrer contra o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos. A decisão foi recebida com alívio pela família de Assange, que estava preocupada com a possibilidade de extradição sob acusações de espionagem. A esposa de Assange, Estella Assange, fez um pedido para que o presidente dos EUA, Joe Biden, desista das acusações e encerre o caso, alegando que o jornalista está sendo detido por fazer um bom jornalismo e expor a corrupção e violações de direitos humanos.
O caso de Julian Assange tem gerado grande repercussão, com manifestantes pedindo sua libertação e organizações de jornalistas e direitos humanos alertando para as consequências da extradição para a liberdade de imprensa no mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou pedindo a libertação de Assange, destacando a importância de defender a liberdade de expressão.
Assange é conhecido por ter revelado documentos militares e diplomáticos confidenciais que expuseram crimes de guerra e abusos de direitos humanos. As acusações dos EUA afirmam que suas ações colocaram em perigo a segurança nacional do país. A decisão do tribunal de Londres permite que Assange apresente um recurso completo contra a extradição, com argumentos de que ele não teria garantias de liberdade de expressão nos tribunais americanos, devido às acusações de espionagem.