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BNDES deve estabelecer uma linha de crédito para prejuízos e danos causados pelo clima.

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BNDES deve estabelecer uma linha de crédito para prejuízos e danos causados pelo clima.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai precisar criar linhas de crédito especiais para perdas e danos causados pelas mudanças climáticas, afirmou o diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos, Nelson Barbosa. Durante um evento global sobre financiamento climático, que reuniu representantes de bancos de desenvolvimento e governos do G20, ele defendeu uma linha de crédito para a reconstrução do Rio Grande do Sul.

“Neste momento, enfrentamos um novo desafio decorrente dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, que exigirá uma linha de crédito especial para reconstrução. Já temos linhas para mitigação e adaptação, agora também precisamos pensar em linhas para lidar com perdas e danos”, destacou o diretor do banco.

Lajeado (RS), 19/05/2024 – CHUVAS RS- Destruição -  O rio Taquari subiu 24 metros nos últimos dias causando destruição na Cidades de Lajeado. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Lajeado (RS), 19/05/2024 – CHUVAS RS- Destruição -  O rio Taquari subiu 24 metros nos últimos dias causando destruição na Cidades de Lajeado. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Rio Taquari subiu 24 metros nos últimos dias causando destruição na Cidades de Lajeado. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Barbosa disse que, diante dessa nova realidade, os bancos de desenvolvimento também terão que lidar com outras consequências dos eventos climáticos extremos, como os efeitos dos refugiados climáticos.

“O volume de recursos envolvidos e o prazo necessário tornam inevitável a participação mais direta do governo”, afirmou Barbosa. “O BNDES cumprirá seu papel de auxiliar o Ministério da Fazenda e as demais autoridades regionais nessa reconstrução.”

Barbosa lembrou que o BNDES já administra o Fundo Clima, mantido com recursos da União, para financiar a transição climática no país, com juros subsidiados. Atualmente, o fundo conta com US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).

Segundo a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, o montante necessário para lidar com as mudanças climáticas vem sendo discutido há anos.

Brasília (DF), 12/12/2023,   A Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Econômicos Internacionais, durante entrevista no programa A Voz do Brasil, nos estúdios da EBC. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF), 12/12/2023,   A Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Econômicos Internacionais, durante entrevista no programa A Voz do Brasil, nos estúdios da EBC. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Econômicos Internacionais, Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Sabemos que teremos que passar de bilhões para trilhões. O diagnóstico é muito claro, precisamos avançar nas melhores maneiras de lidar com o compartilhamento de riscos e na conexão de diferentes instituições, locais ou globais, nacionais ou subnacionais, e reunir recursos públicos e privados para atingir a escala necessária”, destaca Rosito.

Rosito também destacou o papel que os bancos multilaterais de desenvolvimento terão nesse cenário.

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