Na Europa, historicamente um importante apoio a Israel, o centro político está se afastando do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Países como Espanha, Irlanda e Noruega reconheceram recentemente a Palestina como um estado, apesar da oposição veemente de Israel e dos Estados Unidos. Enquanto isso, a maioria dos governos europeus ofereceu apoio irrestrito ao Tribunal Penal Internacional depois que solicitou mandados de prisão para o primeiro-ministro e ministro da defesa de Israel, juntamente com líderes do Hamas.
Embora Israel ainda tenha aliados na União Europeia, como Hungria e República Tcheca, países-chave como Alemanha, apesar do crescente desconforto com a conduta de Israel, não mostraram inclinação para alterar sua posição. As divisões crescentes na Europa indicam que a União Europeia, conhecida por buscar consenso, não deve mudar suas posições tão cedo.
Contudo, os países europeus enfrentam pressões internacionais e domésticas crescentes para adotar uma postura mais firme em relação à situação nos territórios palestinos, principalmente após a devastadora guerra em Gaza.
A Suécia foi um dos primeiros membros da União Europeia a reconhecer a Palestina como um estado há uma década. Embora a Europa defenda há muito tempo a criação de um estado palestino, conhecida como a “solução de dois estados” que o governo de Israel se opõe firmemente, a frustração com a maneira como Israel lida com a Faixa de Gaza e a Cisjordânia ocupada tem crescido.
A guerra e sua evolução estão alterando essa dinâmica, com a visão simpática que sustentava o apoio europeu a Israel diminuindo à medida que o conflito continua e a situação humanitária em Gaza se deteriora, aumentando a percepção de Israel como agressor.
Se mais países europeus seguirem o exemplo, a União Europeia pode se tornar um contrapeso importante à posição americana de que o reconhecimento do estado palestino deve resultar de um acordo negociado com Israel, aprofundando o fosso entre Europa e Israel.