O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (7) que o Rio Grande do Sul contará com recursos federais para ajudar nas consequências dos temporais e enchentes que assolaram o estado desde o final de abril.
“O Brasil deve muito ao Rio Grande do Sul. É um estado de grande importância cultural, artística e social. Vamos retribuir ao Rio Grande do Sul o que ele merece para seguir em frente”, afirmou.
Em uma entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Presidente, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Lula ressaltou que o governo federal está empenhado em agilizar a liberação dos recursos destinados ao estado, sem deixar que a burocracia atrapalhe.
“A primeira dificuldade é que nenhum prefeito, inclusive o governador afirmou isso claramente no último domingo, tem ideia do estrago causado. Até o momento, as pessoas apenas imaginam. Só poderemos avaliar o real estrago quando a água baixar e pudermos ver a dimensão do que aconteceu no Rio Grande do Sul.”
Sobre o projeto de decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul, aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado pelo governo federal, Lula destacou a importância de iniciar imediatamente a liberação dos recursos através dos ministérios.
“O Ministério da Saúde, da Integração Nacional, da Educação podem liberar recursos conforme as necessidades como educação, saúde, compra de remédios, combustíveis, água e alimentos. Os recursos serão liberados de forma ágil pelos ministérios, sem muita burocracia.”
“Posso garantir que há total comprometimento da Câmara, do Senado, do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário em facilitar o acesso aos recursos. Os ministérios têm estrutura nos estados, mas queremos trabalhar em parceria com as secretarias estaduais”, acrescentou, mencionando a recuperação de estradas federais e estaduais.
“A liberação dos recursos emergenciais começará hoje. Vários ministérios estão autorizados a liberar os primeiros socorros. Em seguida, trabalharemos em conjunto com o governador em um projeto”, concluiu.
