Um agricultor, Daouda, sobreviveu a um ataque militar em Burkina Faso enquanto tentava proteger seus filhos. O país tem enfrentado insurgências islâmicas, tornando-se o mais atingido pelo terrorismo no mundo. O conflito resultante matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou mais de dois milhões, com o exército sendo acusado de cometer brutalidades contra civis suspeitos de cooperar com grupos jihadistas. Os sobreviventes relataram mortes em massa, com aldeias inteiras sendo alvo de ataques indiscriminados.
A instabilidade política em Burkina Faso levou a golpes militares, com Capitão Ibrahim Traoré liderando o país desde 2022. Ele está envolvido em uma violenta guerra contra os militantes islâmicos, recrutando milícias civis para combater os insurgentes. No entanto, os moradores de áreas disputadas, como as aldeias de Soro e Nondin, muitas vezes se tornam vítimas colaterais nesse conflito.
A comunidade internacional pressiona por investigações independentes dos abusos cometidos, mas as autoridades de Burkina Faso têm resistido. O país enfrenta críticas por restringir a liberdade de imprensa e perseguir ativistas de direitos humanos. Diplomatas estrangeiros também foram alvos de retaliação do governo, complicando ainda mais a situação no país.
A violência persiste em Burkina Faso, com relatos de massacres em massa ainda sendo investigados. As comunidades afetadas continuam lidando com o trauma e a perda, enquanto autoridades locais e internacionais tentam obter respostas e proporcionar justiça às vítimas.