O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil expressou satisfação com a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) de remover Cuba da lista de países que não cooperam no combate ao terrorismo. No entanto, o governo brasileiro criticou a permanência de Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo.
Segundo o Itamaraty, a exclusão de Cuba da lista de países não cooperativos é um passo importante, mas o governo brasileiro insta os EUA a remover Cuba também da lista de países patrocinadores do terrorismo, que recebeu críticas da comunidade internacional e da América Latina e do Caribe.
A mudança na posição dos EUA foi comunicada em um relatório ao Congresso, mantendo países como Coreia do Norte, Irã, Síria e Venezuela na lista de não colaboradores no combate ao terrorismo.
A retirada de Cuba da lista tem significado simbólico devido ao embargo comercial e financeiro ainda em vigor. Ao comentar a decisão, o chanceler cubano afirmou que Cuba coopera totalmente contra o terrorismo.
O governo cubano salientou a necessidade de remover também Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo e de acabar com o bloqueio econômico. A inclusão de Cuba na lista no governo anterior foi contestada.
A decisão de Biden é vista como uma tentativa de atrair eleitores de esquerda e latinos diante do desgaste por questões como o conflito em Gaza. O especialista Carlos Eduardo Martins destacou que o voto latino é importante para os Democratas e que a decisão de Biden pode ser um aceno a esses setores.
As eleições nos EUA estão previstas para novembro.


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