Home Internacional Esses Mimeografistas estão nos Espiando? No Paquistão, Não é uma Pergunta Estranha.

Esses Mimeografistas estão nos Espiando? No Paquistão, Não é uma Pergunta Estranha.

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Esses Mimeografistas estão nos Espiando? No Paquistão, Não é uma Pergunta Estranha.

Artistas de rua apareceram pela primeira vez há alguns anos ao longo de interseções movimentadas de Islamabad. Cobertos da cabeça aos pés com tinta dourada chamativa, eles ficavam perfeitamente parados, apoiados em bengalas cintilantes e com chapéus a postos. Alguns davam um sorriso ou acenavam vagarosamente quando recebiam gorjetas dos transeuntes.

No Paquistão, as teorias da conspiração são abraçadas de forma generalizada, impulsionando conversas entre vendedores de rua, políticos e todos os demais. Suspeitas se tornaram tão universais que histórias selvagens brotam após praticamente todos os eventos noticiosos. O clima de desconfiança se deve em parte às vastas habilidades das agências de segurança do país, que não soupjam em demonstrar seu poder.

Em um clima tão tenso e paranoico, até mesmo os artistas de rua podem ser vistos como possíveis instrumentos do Estado de vigilância. A desconfiança generalizada em relação ao papel militar e de inteligência do Paquistão fez com que todos se tornassem suspeitos, inclusive os artistas de rua.

As agências de segurança do Paquistão não sutismente insinuam seus vastos poderes para manter políticos e outros sob controle. Escândalos políticos são frequentemente desencadeados por gravações de voz ou vídeos supostamente capturados por escutas dentro das casas das pessoas.

A frustração com o papel militar na política tem crescido, tornando os olhos e ouvidos sempre presentes das agências de inteligência menos toleráveis para muitas pessoas. Em meio a um clima político polarizado, a desconfiança e a paranoia em relação à vigilância aumentam continuamente.

No Paquistão, conspirações se originam de fragmentos de verdade, tornando cada indivíduo potencialmente suspeito de colaborar com as agências de inteligência. Mesmo artistas de rua podem ser vistos com desconfiança, alimentando o clima de paranoia constante que permeia a sociedade.

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