O sistema político vigente no Irã é único no mundo, sendo uma república islâmica que combina elementos de magistratura, teocracia xiita e instituições republicanas. Liderado pelo aiatolá Ali Khamenei desde 1989, o regime conta com eleições periódicas e um conselho de religiosos que tem a palavra final sobre questões importantes do país.
Com a morte do então presidente Ebrahim Raisi, especialistas acreditam que poucas mudanças ocorrerão no regime político do Irã. Mesmo que um presidente mais reformista seja eleito, as instituições iranianas devem permanecer firmes, sem grandes alterações. O novo chefe do Executivo será eleito em até 50 dias, com o vice-presidente Mohammad Mokhber atuando como chefe de Estado interino.
Com uma população de cerca de 88 milhões de habitantes, o Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e possui indústrias desenvolvidas nas áreas petroquímica, naval, aeroespacial e cibernética.
O sistema político do Irã inclui o Executivo, o Parlamento, o Judiciário, o Conselho dos Guardiões e a Assembleia dos Especialistas. O líder supremo tem poder de veto sobre os candidatos e decisões mais importantes, mantendo o controle sobre o governo e as instituições.
Os especialistas destacam que o regime político iraniano é resultado de uma revolução popular em 1979, que substituiu um regime monárquico absolutista por uma república com influências islâmicas. O Estado desempenha um papel central na economia nacional, garantindo a segurança econômica pelo controle estratégico de setores-chave, mesmo com o embargo econômico liderado pelos Estados Unidos.
Em resumo, o Irã mantém um sistema político peculiar, com fortes raízes islâmicas, liderado por figuras religiosas e com instituições que garantem a estabilidade do regime, mesmo diante de possíveis mudanças políticas internas.