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domingo, 24 outubro, 2021
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PF busca ‘laranjas’ na sede do PSL em Minas Gerais

Operação ‘Sufrágio Ostentação’ apura suspeitas de lançamento de mulheres em candidaturas laranja; são realizadas ainda buscas e apreensões em gráficas e empresas de comunicação de Belo Horizonte

A Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda, 29, sete mandados de busca e apreensão em Minas Gerais dentro das investigações que apuram suspeitas de lançamento de mulheres em candidaturas laranja pelo PSL nas eleições do ano passado.

A operação foi batizada de “Sufrágio Ostentação”. A sede do PSL em Minas Gerais, que fica no bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, está na lista dos alvos da PF. Estão sendo realizadas buscas e apreensões ainda em gráficas e empresas de comunicação da capital, Contagem e Lagoa Santa, ambos municípios da Grande Belo Horizonte, e de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio não é alvo da operação.

Há ainda mandado para um morador de Ipatinga, também no Vale do Aço, que teria ligação com assessores de Marcelo Álvaro Antonio à época da eleição. O ministro é deputado federal em segundo mandato. O objetivo da operação é apreender computadores, documentos, tablets, meios de armazenamento (pen-drive, CDs, DVDs) e outros objetos utilizados na produção e distribuição de impressos em relação à campanha de 2018.

Pelo menos quatro mulheres já denunciaram o esquema, que também é investigado pelo Ministério Público. A primeira candidata, a afirmar que houve desvio dos recursos às autoridades foi a professora aposentada Cleuzenir Barbosa, de Governador Valadares, Região Leste de Minas, que disputou vaga na Assembleia Legislativa. A ex-candidata, que vive hoje em Portugal.

O ministro Marcelo Álvaro Antonio nega as acusações, e afirma ser vítima de fogo amigo dentro do partido. No último dia 22, material de campanha de outra candidata a deputada estadual pelo PSL nas eleições de 2018 em Minas Gerais, Zuleide Aparecida de Oliveira, foi entregue ao Ministério Público Federal. O material pode ser a principal prova de que o partido não contabilizou gastos nas eleições 2018.

*Com informações do Estadão

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