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Prefeito Arthur exonera Carlos Souza do cargo de subsecretário de apoio às comunidades

Conforme publicado no Diário Oficial do Município na útlima sexta-feira (10), o Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto decidiu exonerar o subsecretário de apoio às comunidades, Carlos Alberto Cavalcante de Souza, que foi condenado pela Justiça do Amazonas, na última terça-feira (7), a 15 anos de prisão e multas individuais no valor de R$ 55.411,16 por crime de associação para o tráfico de drogas.

Além do ex-deputado e de Fausto, mais três policiais militares e um ex-policial militar também foram condenados no processo 0250255-75.2009.8.04.001, originado a partir de denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) oferecida à Justiça em 2009. Todos os condenados estão em liberdade e, de acordo com a sentença, devem aguardar assim até o trânsito em julgado do processo – ou seja, caso recorram, aguardarão a decisão em liberdade. As penas devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado, conforme a decisão.

Mário Rubens Nunes da Silva (motorista da ex-esposa de Wallace Souza), João Sidney Vilaça de Brito (motorista do programa Canal Livre), João Bosco Sarraf de Resende e Vanessa de Souza Lima (produtora do programa Canal Livre) foram absolvidos.

Os irmãos Souza e os demais foram denunciados com base em investigação  feita por uma força tarefa criada para investigar uma suposta organização criminosa que envolvia Fausto, Carlos e o falecido deputado Wallace Souza.

De acordo com que foi apurado, os mesmos usavam a influência de parlamentares para facilitar o tráfico de drogas e eliminar  desafetos.  As primeiras denúncias apareceram em outubro de 2008, com a prisão  ex-policial militar Moacir Jorge  da Costa, o “Moa”, que declarou trabalhar como segurança do ex-deputado Wallace. 

O depoimento de Môa, em julho de 2009, deflagrou a investigação que resultou na prisão de mais de dez  pessoas acusadas de envolvimento com o suposto grupo criminoso, a maioria  formada por policiais e ex-policiais militares. Várias pessoas foram assassinadas durante as investigações. Moa foi morto durante o Massacre no Compaj, em janeiro de 2017, quando 56 detentos foram assassinados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim. 

Esquema

Conforme a sentença de hoje, Wallace (já falecido), Carlos e Fausto, os “Irmãos Coragem” com apoio do Departamento de Inteligência (DI) da Polícia Militar do Amazonas, por meio do comandante coronel Arce, “eram os responsáveis por planejar e articular as operações para desmantelar o esquema de outros traficantes, mediante pagamento de valores pecuniários para ‘proteção’ das atividades de tráfico de drogas desenvolvidas por estes traficantes”.

Segundo a juíza Rosália, a absolvição de Mário, João Sidney, João Brito e Vanessa ocorreu por “fragilidade das provas”. “[…] não restou adequadamente comprovada a relação destes acusados com o crime de associação para o tráfico de drogas”, afirma a juíza na sentença.

A magistrada também destaca que Carlos Souza, depois do irmão Wallace, era quem tinha mais poder na organização criminosa. Na sentença, a juíza Rosália Guimarães Sarmento também determina o imediato afastamento cautelar dos policias militares condenados à prisão.

Depois da pena dos irmãos Souza, as maiores são dos policiais militares Luiz Maia de Oliveira e Allan Rego da Mata. Eles foram condenados a 13 anos e 4 meses, além do pagamento de multa de R$ 49.890.

Luiz, na ausência de delegado, chegou a exercer o posto de chefe da Delegacia de Jutaí (a 751 km de Manaus). Ele desviava drogas apreendidas durante operações e as direcionava para a organização criminosa da qual fazia parte com os irmãos Souza. Já Allan era capitão da Polícia Militar.

O também policial militar Elizeu de Souza Gomes foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão e ao pagamento de multa no valor de R$ 44.302,32. Enquanto o ex-policial militar Whatilla Silva da Costa, que era segurança de Wallace Souza, pegou 8 anos de pena e multa de R$ 31.037,80.

 

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