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domingo, 24 outubro, 2021
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Ex-governador José Melo acompanha esposa em depoimento para Maus Caminhos

A Justiça Federal iniciou na manhã desta terça-feira (6), o interrogatório de réus do processo oriundo da Operação Manaus Caminhos. A audiência iniciou às 9h e a coleta dos depoimentos está sendo conduzida pela juíza federal Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara da Justiça Federal, responsável pelo processo.

Às 8h50 a ex-primeira-dama, Edilene Oliveira chegou acompanhada do ex-governador José Melo (PROS), em um carro alugado. Eles saíram do veículo após 10 minutos, no horário de abertura da Justiça Federal e do iniciou do interrogatório.

“Perdão, não posso falar. Só posso falar nos autos”, disse o ex-governador ao ser questionado pela imprensa na entrada da sede da Justiça Federal, no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul.

Mesmo não sendo o dia do seu interrogatório, Melo acompanhou a esposa. Durante as oitivas da Operação Maus Caminhos, não é a primeira vez que o ex-governador assisti aos depoimentos.

Antes de Edilene, às 8h30, chegaram ao local o ex-secretário estadual de Administração Evandro Melo, irmão do ex-governador; e o ex-secretário executivo adjunto do Fundo Estadual da Saúde, José Duarte dos Santos Filho.Amanhã, na quarta-feira (7), no mesmo horário, a juíza interrogará Melo, Pedro Elias, Raul Zaidan, Wilson Alecrim e Afonso Lobo. As audiências poderão continuar nos outros dias caso seja necessário, segundo a magistrada.

O ex-secretário Afonso Lobo também compareceu à audiência pública. Ao ser questionado pela imprensa se iria acompanhar a sessão, Lobo disse que está tomando conhecimento do processo e deixou as dependências da Justiça Federal após menos de 10 minutos.

Operação Maus Caminhos

Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC), instituição qualificada como organização social.

As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC. A apuração indicou o desvio de pelo menos R$ 50 milhões em recursos públicos, além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.

As operações Custo Político, Estado de Emergência e Cashback, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos, políticos da alta cúpula do Executivo estadual, entre eles o ex-governador José Melo, e pessoas ligadas a agentes públicos em um esquema de propina criado para acobertar e colaborar com os desvios feitos pelo grupo que geria as unidades de saúde, liderado pelo médico Mouhamad Moustafa.

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