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domingo, 23 janeiro, 2022
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PF começa 2ª fase da Operação Vírus Infectio no Amapá

Operação Vírus Infectio

Pela manhã desta Sexta-feira (29), a Polícia Federal (PF) iniciou a 2ª Fase da operação Vírus Infectio, com o objetivo de desarticular organização criminosa por fraude em licitação e corrupção. As suspeitas são de que o grupo tenha desviado recursos públicos que seriam utilizados no tratamento de combate do novo coronavírus (Covid-19) no Amapá.

Cerca de 35 policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva na capital do estado, Macapá. Entre as ações previstas para a operação, que conta com a participação do Ministério público Federal, está o afastamento de uma servidora da Secretaria da Saúde do estado, comunicou a PF.

Nesta primeira fase de Operação Infectio, deflagrada no final de abril, mandados foram cumpridos em uma empresa de equipamentos hospitalares, bem como na residência de seus sócios, suspeitos de superfaturamento no processo de aquisição de EPI’s.

Na época, PF informou que as suspeitas repetiam em, pelo menos, seis dos 15 itens comprados por meio de “contrato firmado pelo Fundo Estadual de Saúde do Amapá, por meio de dispensa de licitação”.

Da mesma forma, foram verificados “indícios de superfaturamento” em lotes de materiais de proteção hospitalar, mostrando variações de valores significativos, com destaques as máscaras duplas e triplas que alcançaram patamares de 814% e 535% de sobrepreço, relativamente.

De acordo com a PF, o valor pago foi de aproximadamente R$930 mil. “No entanto, o valor de referência seria de quase R$291 mil, o que mostra que foram gastos cerca de R$639 mil a mais em relação aos preços médios praticados no mercado nacional”, informou, na época, então a Polícia Federal.

Em nota, a PF disse hoje que na primeira fase foram constatados indícios de pagamento de proveitos indevidas, por parte de empresário, a uma pessoa da família indicada pela servidora.

Caso seja confirmada as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa, o que pode resultar em pena de até 20 anos de prisão.

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