O que mudou
O Senado aprovou nesta quarta-feira (12) o PLP 114/2026, que reduz alíquotas de tributos federais sobre diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. O texto segue agora para sanção presidencial.
A distinção que importa para quem abastece o carro ou paga passagem aérea está no objetivo declarado da medida: o projeto não promete queda de preços. O que o governo quer é impedir que os combustíveis fiquem mais caros.
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O que aconteceu agora
O Senado aprovou o PLP 114/2026, que prevê a redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de cinco tipos de combustível: óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.
A medida atinge a cadeia completa do setor — da importação ao ponto de venda — e inclui tanto o combustível de uso doméstico quanto o querosene que abastece aeronaves comerciais.
Segundo o próprio texto do projeto, a perda de arrecadação gerada pela redução das alíquotas será compensada pelo aumento da receita da União no setor de combustíveis após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro deste ano. A lógica do governo é que o choque geopolítico elevou o valor das operações no setor, gerando mais receita mesmo com alíquotas menores.
O projeto não detalha, na fonte consultada, quais são as alíquotas atuais e quais serão as novas alíquotas para cada tipo de combustível, nem estabelece prazo de vigência ou mecanismo de revisão caso a compensação prevista não se concretize.
Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção do presidente da República.
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O que veio antes
O PLP 114/2026 integra um movimento legislativo mais amplo de revisão da tributação sobre o setor rural e de combustíveis. O Senado já havia analisado propostas relacionadas à desoneração de atividades econômicas sensíveis a variações de preço no mercado internacional.
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O que significa na prática
A aprovação não representa alívio imediato para quem está na bomba de combustível. O objetivo declarado no texto do projeto é evitar um novo aumento — não reverter os preços que já estão em vigor.
Para o motorista, isso significa que o galão de gasolina ou o litro de diesel podem permanecer no patamar atual. Para as companhias aéreas, a inclusão do querosene de aviação na medida abre a possibilidade de conter pressões sobre as tarifas de voos domésticos, embora o projeto não estabeleça nenhuma obrigação de repasse ao consumidor final.
A diferença entre “preço menor” e “preço que não sobe” é relevante e precisa ser lida com atenção por qualquer cidadão que esteja aguardando alívio no orçamento.
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Como o governo justifica a conta
O mecanismo de compensação descrito no PLP 114/2026 parte de uma premissa geopolítica: o conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro, elevou as receitas da União no setor de combustíveis. O governo federal argumenta que esse aumento de receita cobre a perda gerada pela redução das alíquotas.
Trata-se de uma operação de compensação indireta — a arrecadação que deixa de entrar por uma via entra por outra, dentro do mesmo setor. O projeto usa esse excedente como lastro para viabilizar o corte tributário sem comprometer o orçamento federal.
O raciocínio, no entanto, depende de uma variável externa: a continuidade do cenário que gerou o aumento de receita. Se o conflito arrefecer e as receitas recuarem, a equação prevista no projeto pode deixar de fechar — mas o texto não prevê, segundo a fonte consultada, qualquer gatilho de revisão automática para esse cenário.
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Próximos passos
O PLP 114/2026 aguarda sanção presidencial. Não há, na fonte consultada, prazo definido para a assinatura.


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