Exército retém 5 militares venezuelanos em reserva indígena

Venezuelan President Nicolas Maduro (R) walks next to Venezuelan Defence Minister, Gen. Vladimir Padrino Lopez (L) during a military honour ceremony in Caracas on May 24, 2018. / AFP PHOTO / Juan BARRETO

O Exército do Brasil reteve cinco militares venezuelanos na quinta-feira em uma reserva indígena em território brasileiro e os conduziu a um interrogatório para estabelecer as razões de sua presença no país, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira (27).

“O Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores informam que, nesta quinta-feira (26), durante missão de reconhecimento e patrulhamento nas áreas de fronteira, conduzida por unidades do Exército Brasileiro, foram localizados, na região da terra indígena de São Marcos, nordeste de Roraima, cinco militares venezuelanos”, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

De acordo com a pasta, “esses militares venezuelanos estavam desarmados e foram conduzidos a Boa Vista, onde estão sendo entrevistados”. O governo não esclareceu se os militares localizados no país são desertores ou fiéis ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a nota não disse se foram presos.

Roraima, onde está localizada a única passagem da fronteira entre os dois países, se tornou o destino de milhares de venezuelanos que tentam fugir da crise econômica, política, social e humanitária. Grande parte da fronteira do lado brasileiro corresponde a territórios ou reservas indígenas.

Os cinco militares venezuelanos foram localizados no território brasileiro três dias após o ministro da Comunicação de Venezuela, Jorge Rodríguez, acusar Brasil, Colômbia, Peru e Equador de facilitar a circulação do grupo armado responsável por um ataque no domingo contra uma base militar venezuelana na fronteira com o Brasil, incidente que causou a morte de um oficial.

Rodríguez acusou os governos de Colômbia, Peru, Equador e Brasil de “usar” os militares que abandonaram as Forças Armadas venezuelanas e procuram refúgio nesses países para “semear a violência, a destruição e a morte na Venezuela e depois expulsá-los”.

Segundo o ministro, o grupo armado responsável pelo ataque na Venezuela foi treinado na Colômbia, enquanto no Equador e no Peru “teve permitido o livre trânsito” e, no Brasil, pôde entrar no território venezuelano e permanecer em uma cidade fronteiriça até que o ataque fracassado ocorresse.

O governo brasileiro negou “qualquer participação no episódio” e ressaltou que “o Exército Brasileiro intensificou o patrulhamento na região da faixa da fronteira”.

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