Marcelo Ramos confirma que será candidato à presidência da Câmara dos Deputados

As eleições ocorrem em 2021, mas, segundo o parlamentar, as articulações estão encaminhadas.

Maia e Ramos

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), confirmou que será candidato à presidência da Câmara dos Deputados, para ocupar a cadeira que hoje é de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ocupa o cargo desde 2017. As eleições ocorrem em fevereiro de 2021, mas, segundo o parlamentar, as articulações estão encaminhadas e já tem apoios garantidos.

Eu serei candidato a presidente da Câmara. Isso é até um pedido de boa parte dos deputados tanto dos mais novos quanto daqueles que tem vários mandatos. Nós temos apoio de deputados como o Felipe Rigoni (PSB-ES), que é um deputado de primeiro mandato, como o deputado Julio Delgado (PSB-MG) que é um deputado de seis mandatos de Minas Gerais“, afirmou Ramos.

Segundo ele, os mecanismos para ganhar votos ficou prejudicado por conta da pandemia da covid-19 e da suspensão dos trabalhos presenciais da Câmara. “Minha campanha é muito pautada não na negociação com os partidos e líderes, mas no diálogo e no dia a dia com os deputados. Obviamente a suspensão das atividades da Câmara gera um prejuízo no meu trabalho de articulação, que tenho procurado manter por telefone e por reuniões virtuais“.

Marcelo Ramos destaca que sua candidatura é “suprapartidária“. “É um movimento de pessoas que querem uma renovação do perfil da presidência da Câmara, que querem alguém que seja capaz de dialogar com todos os setores que não atrapalhe o andamento das pautas que interessam ao Brasil, mas que ao mesmo tempo seja capaz de colocar a defesa do parlamento acima de qualquer tentativa de constrangimento feita pelo Executivo ou Judiciário. Acho que é um pouco isso que tem representado a minha candidatura e por isso tem angariado apoios importantes“, justificou, acrescentando o apoio também de deputados da direita, como o Coronel Tadeu (PSL-SP).

Vice-líder do PL, Ramos já esteve à frente de matérias e discussões importantes para o cenário nacional. Ele presidiu a Comissão da Reforma da Previdência e com isso ganhou espaço de diálogo com os três grupos predominantes na Câmara: os bolsonaristas, o Centro mais ligado a Maia, e do qual ele faz parte, e ainda a oposição.

*Com informações Toda Hora

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