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sábado, 18 setembro, 2021
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Ludhmila Hajjar diz que recusou convite para assumir Ministério da Saúde

Em entrevista à CNN, ela disse que esse não é o momento para assumir a pasta.

BRASIL – A cardiologista Ludhmila Hajjar recusou nesta segunda-feira (15) o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para assumir o Ministério da Saúde no lugar do atual chefe da pasta, o general Eduardo Pazuello. Ela recusou convite em reunião com Bolsonaro em Brasília.

Em entrevista à “CNN“, a médica agradeceu por ser lembrada pelo convite e disse que teve dois dias de conversa com o presidente, mas acredita que esse não é o momento para assumir a pasta “principalmente por motivos técnicos”.

Sou médica, cientista, especialista em cardiologia, terapia intensiva, tenho todas as minhas expectativas em relação à pandemia. O que eu vi, escrevi e aprendi está acima de qualquer ideologia, está em cima de qualquer expectativa que não está pautada na ciência. Essa é minha posição, a posição que vou seguir a vida toda. Pautei minha vida toda nos estudos e na ciência”, disse Ludhmila Hajjar.

A médica tem uma linha de postura de combate ao coronavírus que defende o isolamento social e a vacinação em massa da população.

Hajjar afirmou ter deixado claro ao presidente sua divergência em relação a dois pontos específicos: o tratamento precoce e a possibilidade de decretar lockdown em alguns casos.

Algumas medicações pregadas, como a cloroquina, ivermectina, azitromicina, o zinco e a vitimina D já se demonstraram não ser eficazes no tratamento da doença (…) Muitos de nós prescreveram cloroquina. Eu mesmo já falei isso: eu também [prescrevi]. Até que fomos lidando com os resultados que a ciência nos trás e inúmeros estudos vieram para nos mostrar, de maneira definitiva, a não eficácia desses tratamentos. Isso é algo que eu pontei e é um assunto do passado.

Ele disse acreditar que, hoje, o que o país precisa para combater a pandemia é se pautar em evidências científicas, atender melhor as pessoas com diagnóstico precoce, um programa de vacinação em massa, e a união em relação ao discurso “para que as pessoas, realmente, entendam e não subestimem a doença” Finalizou.

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