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segunda-feira, 10 maio, 2021
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Fiocruz vai produzir insumo para vacina em agosto, diz Queiroga

Atualmente, matéria-prima é importada da China.

BRASIL – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou nesta sexta-feira (9) a visita que fez nas instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de produção da vacina Oxford/AstraZeneca, no Rio de Janeiro.

Queiroga afirmou que a previsão é de que em agosto a Fiocruz já consiga fazer a produção nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de uma vacina 100% brasileira.

Hoje eu vi aqui a produção do IFA nacional. Acredito que no mês de agosto já tenhamos a produção nacional. Isso representa uma conquista nacional e dispensa a importação desse insumo”, disse o ministro.

A produção do imunizante, que ainda necessita da matéria-prima da China, dispensará a necessidade de importação e dependência do produto estrangeiro.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, também estava presenta no encontro e voltou a dizer que a vacina já com a matéria-prima brasileira deve chegar para a população em setembro.

Em fevereiro, o atraso no envio do insumo paralisou a produção do imunizante no Brasil e a instituição chegou a dizer que a demora atrasaria o cronograma de vacinação.

Contato com outros países por vacinas

Marcelo Queiroga afirmou ainda que o cenário para compra de vacina “não é simples“, mas que o Brasil está em contato com outros países. Segundo ele, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com China, Índia e Estados Unidos para adquirir os imunizantes.

Nós temos uma expectativa da entrega de doses, que pode sofrer alterações. Por exemplo, se tiver um problema com o IFA que vem da China pode atrasar. A sociedade brasileira toda quer uma campanha de imunização eficiente e rápida, que possa trazer esperança para o povo. Mas não é simples. O cenário que vivemos no Brasil, não é só no Brasil. Tem problemas em outros países”, afirmou.

Nós temos duas indústrias aqui que produzem as vacinas, já é um grande alento. O ministério está muito empenhado. Através do Ministério das Relações Exteriores, temos conversado com embaixadores da China, da Índia, Estados Unidos e outras indústrias farmacêuticas para achar uma solução dentro de um prazo mais rápido”, completou o ministro,

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