PT decide apoiar candidato do DEM para a presidência do Senado

O motivo alegado por integrantes da sigla é evitar que o MDB volte a ter o comando das duas casas do Legislativo.

Rodrigo Pacheco
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BRASIL – Em decisão unânime, os seis senadores do PT decidiram nesta segunda-feira (11), apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência da Casa, nome defendido pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e que também conta com a simpatia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Agora, Pacheco conta com o apoio oficial do DEM, PSD, Republicanos, Pros e PT na disputa. Somados, os partidos contam com 28 senadores. A eleição interna está prevista para a primeira semana de fevereiro.

O PT já havia sinalizado que ficaria do lado de Pacheco, mas o martelo foi batido na reunião virtual realizada na manhã desta segunda. Inclusive, o MDB, que pretende lançar candidato próprio, havia feito um apelo para que os petistas aguardassem a definição do nome antes de decidir o apoio.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), o pedido do MDB chegou a ser discutido na reunião. “O problema é que não temos como apoiar qualquer candidato do MDB. Como o MDB não tem ainda a sua definição, isso dificulta”, afirmou.

Aliança pontual

Na nota divulgada, o PT informa que “tem bastante claro que a aliança com partidos dos quais divergimos politicamente, ideologicamente e ao longo do processo histórico” se dá exclusivamente em torno da eleição da Mesa Diretora do Senado e não se estende “a qualquer outro tipo de entendimento, muito menos às eleições” para a presidência da República.

O partido defendeu a atuação do Senado de maneira “independente e harmônica em relação aos demais poderes“. Defendeu ainda a proposição de uma agenda para o Brasil superar a “gravíssima crise” atual e a rejeição de propostas que minem “direitos civis, políticos, sociais e econômicos”.

A nota elenca as propostas apresentadas pelo PT a Pacheco, como a vacinação de toda a população contra a Covid-19, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a prorrogação do auxílio emergencial.

O partido afirma ainda que o Senado “deve ser um espaço de contenção da escalada autoritária e de promoção da democracia e das instituições”.

MDB

Maior bancada do Senado, com 13 representantes, o MDB pode definir nesta semana seu candidato. O partido quer recuperar o comando do Senado, após ter presidido a Casa entre 2007 e 2018. Quatro nomes são cotados:

Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido no Senado; Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo no Senado e Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso.

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