Prefeito diz que Manacapuru recebe pacientes de Manaus e já tem pouco oxigênio

Em Parintins, moradores de outros municípios do Amazonas e do Pará buscam atendimento médico.

Agentes da saúde no AM
Foto: Internet
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AMAZONAS – Com o abastecimento de oxigênio comprometido, Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) tem recebido pacientes com Covid-19 de outras cidades, incluindo a capital. É o que afirma o prefeito Betanael da Silva Dangelo (Republicanos). Em seu perfil no Facebook na segunda-feira (11), Betanael comunica que muitos moradores de localidades próximas têm buscado ajuda médica no município.

Consultada, a Prefeitura de Manacapuru informou que, no momento, o abastecimento de oxigênio está normal dentro do possível. Mas poderá ter problemas, pois o fornecimento para o Hospital de Campanha é realizado pelo governo do estado e nos últimos dias o consumo aumentou bastante.

Em vídeo divulgado na noite deste domingo (10), o governador Wilson Lima informou que o Amazonas começa a ter dificuldades de oxigênio para atender a demanda das unidades que fazem atendimento de pacientes com Covid-19.

No momento, 38 pessoas estão internadas no Hospital de Campanha de Manacapuru. Segundo a Prefeitura, a cidade tem um tanque de oxigênio que é abastecido em média a cada dois dias. Foi abastecido pela última vez neste domingo. Um novo pedido já foi realizado nesta segunda.

Para começo de todo esse processo, o oxigênio é a base para começar o tratamento dos nossos pacientes. Então, mais do que nunca dá para medir o grau de dificuldade, medir a situação que estamos vivendo agora no momento”, disse Beto Dangelo.

Segundo a Prefeitura, no último fim de semana o hospital recebeu mais dois pacientes de Manaus que alegaram falta de leitos na capital. Também foram atentidos moradores de Beruri, Caapiranga, Anamã e Codajás.

Com a demanda de outras cidades, a pressão é maior. “Esse final de semana foi duro, dentre os mais difíceis que nós tivemos desde o início dessa pandemia. Muitas pessoas procurando serviço”, disse o prefeito.

Nós até aqui, graças a Deus, estamos dando a resposta, não tem faltado o atendimento. Contudo, temos recebido muitos moradores de outros municípios, moradores inclusive da capital procurando nosso apoio”, afirmou.

Beto Dangelo comemora as altas médicas, mas afirma que a quantidade de internações ainda é maior. “No domingo, montamos no Funasa I um serviço ambulatorial. Atendemos quase 150 pessoas, dos quais dois houve a necessidade de internação. Temos tido altas, isso é muito importante, mas o fluxo de entrada ainda está maior que o de saída. Isso quer dizer que, mais internação, menos altas, e infelizmente óbitos”, disse.

De acordo com o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), de domingo, Manacapuru tem 4.706 casos e 181 mortes desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Parintins

Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) também recebeu pacientes dos municípios de Nhamundá, Barreirinha e Boa Vista do Ramos. Além desses, pacientes das cidades de Faro, Terra Santa e Juruti, do estado vizinho Pará, foram atendidos.

Para suprir a demanda, o Município deslocou a Unidade Básica de Saúde Fluvial Lígia Loyola para a rampa do mercado municipal onde os atendimentos são exclusivamente para a população da zona rural e de outras cidades.

A Prefeitura de Parintins informou que o abastecimento de oxigênio está normal no Hospital Dr Jofre Matos Cohen, referência no tratamento à Covid na cidade, pois a unidade é abastecida por uma usina instalada pelo Município.

No entanto, a quantidade de cilindros de oxigênio para deslocamento de pacientes é limitada. A unidade de saúde tem 60 cilindros que são usados somente para o transporte dos que precisam de atendimento em Manaus ou para transporte até clínicas para exames.

De acordo com o boletim da Coordenadoria de Vigilância em Saúde de Parintins, divulgado neste domingo, o município tem 61 pacientes internados, sendo cinco de outras cidades. Segundo o último boletim da FVS, Parintins tem 7.487 casos da Covid-19 e 166 óbitos desde o início da pandemia.

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