Morre ex-prefeito de Parintins, Enéas Gonçalves vítima de Covid-19

Enéas Gonçalves foi prefeito de Parintins duas vezes e deputado estadual em quatro mandatos; O anúncio foi feito nas rádios de Parintins.

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Foto: Reprodução

AMAZONAS – Morreu na madrugada desta segunda-feira (15), por volta de 1h30, o ex-prefeito de Parintins Enéas Gonçalves, de 64 anos de idade. Enéas faleceu em consequência da Covid-19.

A informação foi confirmada pela família de Enéas Gonçalves, por meio do filho, o jornalista Glauber Gonçalves. O anúncio foi feito nas rádios de Parintins logo pela manhã.

Enéas havia sido transferido para Manaus na semana passada, depois de ter o quadro agravado no município. A família tentava a transferência dele para São Paulo, o que não chegou a acontecer em virtude do estado avançado de saúde do ex-prefeito, que era considerado muito ruim, impossibilitando a viagem.

O parintinense era conhecido na política pelos mandatos de deputado e prefeito. O trabalho na comunicação também teve destaque no município. Atualmente estava na Rádio Clube de Parintins, onde apresentava o programa ‘Cartão Amarelo’, de grande audiência na emissora.

Trajetória

Com uma votação histórica e aproveitando a popularidade do pai, Glaucio Gonçalves, que era prefeito da cidade, em 1986, Enéas foi eleito como o deputado estadual mais jovem do pleito, com 30 anos de idade.

Naquele pleito, ele também foi o mais votado no interior do Amazonas. Depois disso, Enéas foi eleito prefeito em 1988. Após cumprir esse mandato executivo, seguiu para o Legislativo, elegendo-se mais três vezes a deputado estadual. Voltou a governar Parintins em 2000, após o fracasso da gestão Carbrás.

Radialista

Enéas Gonçalves, porém, depois dos mandatos públicos, descobriu-se comunicador. Diretor e sócio da rádio Clube de Parintins, ele comandava dois programas: um, pela manhã, e outro, no encerramento da grade diária da emissora até às 23h. Cantava, contava história e assoviava acompanhando as músicas do BG. Mas se popularizou como conselheiro amoroso. Fazia isso atendendo a inquietações de sua audiência, que lhe mandava mensagens pedindo ajuda do gênero. Criou chavões como “Ai, Enéas”, “mano” e “te quieta diacho”, que viraram expressões reproduzidas na cidade.

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